O que é classificação vocal e como saber qual é a classificação da sua voz

Você sabe qual é a sua classificação vocal?

Classificação vocal é um processo no qual um profissional da voz (como um professor de canto) através de testes vocais, conhece a extensão vocal de alguém e a partir disso define a voz dela. Você já deve ter ouvido falar sobre alguém que é soprano, tenor ou barítono. E se você iniciou no mundo do canto, provavelmente já tenha se perguntado: mas que tipo de voz é a minha?

Para que você entenda o processo, é necessário conhecer alguns conceitos básicos, sendo o primeiro deles o de extensão vocal.

O que é extensão vocal?

Extensão vocal é um intervalo de notas que varia da nota mais grave para a nota mais aguda que uma voz pode atingir, independente do esforço ou da afinação da pessoa. Alguns fatores biológicos são muito importantes para definir a extensão vocal de uma pessoa: as dimensões da laringe, as pregas vocais, as características físicas, a respiração entre outras. Dentro da extensão vocal, existe um conjunto de notas que a pessoa consegue emitir sem fazer muito esforço e com qualidade. A isso dá-se o nome de tessitura.

Quando alguém começa a fazer aulas de canto, seja na modalidade lírica ou na modalidade popular, cabe ao professor de canto identificar essa extensão e realizar a classificação vocal do aluno. Isso se dá através de diversos exercícios que o aluno precisa executar. O professor irá testar os seus limites quanto ao grave e depois os seus limites quanto a capacidade de notas mais agudas.

A partir do momento que o professor tem a sua extensão vocal detectada, ele classificará sua voz dentro de um padrão pré-estabelecido. Essa classificação vocal, possui três divisões básicas para vozes masculinas e três classificações vocais para vozes masculinas.

Obs: As subdivisões das vozes que você verá abaixo, estão no artigo de “Classificação Vocal”, de Márcio dos Santos, publicado no site da PUC SP.

Classificação vocal para vozes femininas

As vozes femininas são classificadas entre sopranos, mezzo-sopranos e contraltos.

Sopranos

A mais aguda das vozes femininas.

Soprano Lírico-Ligeiro: possui o brilho e expressividade de uma soprano lírico, porém com uma maior agilidade para fazer coloraturas

Soprano Lírico: voz mais brilhante e cheia de médios, também possui maior volume e dinâmica. Voz versátil e capaz de atravessar o peso de uma orquestra.

Soprano Lírico Spinto: são sopranos líricos que por características anatômicas singulares, desenvolvem um aspecto de peso na voz. Produzem timbre com características encorpadas e metálicas ao mesmo tempo.

Soprano Dramático: raro e de sonoridade escura, é o soprano mais grave. Possuem bastante resistência e conseguem cantar em grande volume por um tempo maior.

  • Sopranos da música popular: Gal Costa, Sandy e Sarah Brightman.
  • Sopranos da música católica: Ziza Fernandes

Mezzo-soprano

É uma voz intermediária que consegue transitar com muita facilidade entre graves e agudos. Poucas cantoras possuem tamanha versatilidade.

Mezzo-soprano Lírico: é também chamado em alguns lugares de “Mezzo-soprano Ligeiro”, pois apesar do timbre grave, assim como o “Soprano Ligeiro”, tem boa agilidade para volaturas.

Mezzo-soprano Dramático: de grande extensão, timbre escuro e bem grave.

  • Mezzo-sopranos da música popular: Elba Ramalho, Rita Lee e Marisa Monte

Contralto

É a voz feminina mais grave.

Contralto coloratura: é uma voz ágil, de alta sustentação de notas e de extensa coloratura. Dados os desvios das normas da classificação, este tipo de voz é bastante raro e especialista em passagens floridas e saltos.

Contralto lírico: é mais leve do que um contralto dramático, mas não é capaz da ornamentação e dos saltos de um contralto coloratura. Esta classe de contralto, mais leve no timbre do que os outros, é o mais comum hoje em dia.

Contralto dramático: é a voz mais dramática, profunda, escura e pesada de contralto, tendo geralmente mais poder do que os outros. Cantoras nesta classe, como as “Contraltos coloratura”, são raras.

  • Contraltos da música popular: Gal Costa, Sandy e Sarah Brightman.
  • Contraltos da música católica: Ir. Kelly Patrícia, Adryana Arydes e Eliana Ribeiro

Classificação vocal para vozes masculinas

As vozes masculinas são classificadas entre tenores, barítonos e baixos.

Tenor

A mais aguda das vozes masculinas.

Tenor Ligeiro: é a voz masculina natural mais aguda, também com facilidade para volaturas.

Tenor Lírico-Ligeiro: é um pouco mais encorpado que o “Ligeiro”, mas também tem facilidade pra agudos e volaturas.

Tenor Lírico: voz mais rica em harmônicos que a anterior, tem o timbre mais cheio.

Tenor Dramático: assim como o tipo “Soprano Dramático”, desenvolve grande volume e é mais raro no Brasil. É o “Tenor” mais grave.

  • Tenores na música popular: Nando Reis, Andre Matos, Zezé de Camargo e Xororó

Barítono

Uma voz intermediária. Transita bem entre graves e agudos.

Barítono Lírico ou Barítono Central: é comum como terceira voz em quartetos masculinos de música cristã.

Barítono Dramático: de voz bem grave e volumosa, também é chamado de “Baixo Cantante” ou “Baixo Barítono”.

  • Barítonos na música popular: Frank Sinatra e Chris Cornell.
  • Barítonos na música católica: Dunga, Laércio Oliveira e Dalvimar Gallo

Baixo

A voz masculina mais grave.

Baixo Profundo: timbre muito escuro, voz potente, impressionante e muito rara no Brasil. É encontrado com maior facilidade em países eslavos.

Baixo Superprofundo: é o tipo mais grave da voz humana. Seu timbre é escuro e extremamente grave.

  • Baixos na música popular: Tim Maia, Louis Armstrong, Zé Ramalho e Barry White
  • Baixos na música católica: Padre Fábio de Melo e Eugênio Jorge

Dentro do processo de classificação vocal, existe voz mais bonita do que a outra?

Algumas pessoas acham que a sua voz é feia, sobretudo se comparam a sua voz, a de outra pessoa. Na verdade não existe voz feia, o que é existe são vozes que cantam fora da sua tessitura vocal ou que não cantam da forma correta (sem a devida técnica).  Se um cantor cuja classificação vocal é dada como baixo, tenta cantar uma música com o mesmo tom de um tenor ou explorar as mesmas notas que o tenor costuma cantar, o resultado certamente não será bom, nem para quem canta, nem para quem escuta.

Por isso é importante conhecer a sua voz e a região na qual ela responde com maior qualidade. Se você é fã de um cantor ou cantora e tenta imitá-los, tenha cuidado! Sem perceber, você pode prejudicar sua voz.

Por isso é importante procurar uma escola de música que possa ajudar você a cantar bem. Venha fazer uma aula experimental de canto aqui no Infomuc. Você pode escolher entre o canto lírico ou popular e estudar com os melhores professores de canto do Recife.


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QUAL A DIFERENÇA ENTRE CONTRABAIXO, BAIXO E BAIXO ELÉTRICO?

Qual a diferença entre contrabaixo, baixo e baixo elétrico?

Baixo, contrabaixo ou baixo elétrico são a mesma coisa? Há quem defenda que essas nomenclaturas se referem ao mesmo instrumento. Outros dizem que cada nomenclatura se refere a um instrumento diferente e preferem chamar cada instrumento pelo nome. Neste artigo vamos entender a razão de toda essa confusão. 


Contrabaixo

Quando se fala em contrabaixo, geralmente falamos de um instrumento acústico usado com muita frequência na música clássica. É o segundo maior e mais grave dos instrumentos de cordofone. Seu som é produzido pela vibração das cordas ao ser friccionada com um arco resinado, porém, pode também produzir o som se pressionado com os dedos, uma técnica chamada de pizzicato. Ele pode ser tocado de pé ou sentado por causa de seu grande tamanho.
Suas notas escritas soam uma oitava abaixo do que são escritas para evitar acrescentar linhas adicionais na pauta ou pentagrama.
Hoje em dia é utilizado nas orquestras como suporte para o violino e a viola. Usa-se também no rock, jazz, tango e sobretudo na música clássica.


Baixo ou Baixo Elétrico

Nesse caso estamos falando de um instrumento que bem mais recente que surgiu apenas em 1951 (lançado pelo americano Leo Fender). Este instrumento é muito usado desde então e se popularizou depois que as bandas de rock começaram a fazer sucesso. O baixo elétrico é muito usado em pop, jazz, rock, metal e funk. Sempre soa uma oitava abaixo das notas apresentadas na pauta. Ele precisa estar conectado a um amplificador para fazer sons. Desde os anos 50, ele substituiu o contrabaixo como o instrumento da seção rítmica. Quem tocar o baixo estabelece o campo harmônico e marca o tempo ou pulso rítmico.
Atualmente ele é usado como instrumento de acompanhamento ou como instrumento de solo na maioria dos estilos de música popular do mundo. Sua amplificação é produzida por meio de captadores eletromagnéticos e não com um tampo.


O que os torna tão similares?

Basicamente os nomes e o fato de produzirem um som grave, além de ambos serem responsáveis por estabelecerem o campo harmônico da música e marcar o tempo ou pulso rítmico.


Principais diferenças

Agora que você conhece o estilo dos dois instrumentos, vamos resumir aqui as principais diferenças:

  • Contrabaixo não requer amplificação;
  • Baixo elétrico necessita de amplificação;
  • Contrabaixo é mais usado na música clássica ou em grupos de jazz;
  • O baixo elétrico é mais usado em bandas dos mais diversos gêneros;
  • O braço do contrabaixo é mais suave;
  • O braço do baixo elétrico tem trastes como o violão;
  • O contrabaixo é sintonizado por quartas e é mais grave do que o baixo.

Com essas dicas, fica muito mais fácil entender a diferença entre os dois instrumentos, muito embora sejam bem parecidos.

Aqui no INFOMUC temos aula de baixo elétrico. Nossos professores estão prontos para ensinar você todos os truques deste instrumento, fazendo que você domine totalmente todas as técnicas referentes ele. Agende uma aula experimental gratuita e venha estudar conosco!