QUAL A DIFERENÇA ENTRE CONTRABAIXO, BAIXO E BAIXO ELÉTRICO?

Qual a diferença entre contrabaixo, baixo e baixo elétrico?

Baixo, contrabaixo ou baixo elétrico são a mesma coisa? Há quem defenda que essas nomenclaturas se referem ao mesmo instrumento. Outros dizem que cada nomenclatura se refere a um instrumento diferente e preferem chamar cada instrumento pelo nome. Neste artigo vamos entender a razão de toda essa confusão. 


Contrabaixo

Quando se fala em contrabaixo, geralmente falamos de um instrumento acústico usado com muita frequência na música clássica. É o segundo maior e mais grave dos instrumentos de cordofone. Seu som é produzido pela vibração das cordas ao ser friccionada com um arco resinado, porém, pode também produzir o som se pressionado com os dedos, uma técnica chamada de pizzicato. Ele pode ser tocado de pé ou sentado por causa de seu grande tamanho.
Suas notas escritas soam uma oitava abaixo do que são escritas para evitar acrescentar linhas adicionais na pauta ou pentagrama.
Hoje em dia é utilizado nas orquestras como suporte para o violino e a viola. Usa-se também no rock, jazz, tango e sobretudo na música clássica.


Baixo ou Baixo Elétrico

Nesse caso estamos falando de um instrumento que bem mais recente que surgiu apenas em 1951 (lançado pelo americano Leo Fender). Este instrumento é muito usado desde então e se popularizou depois que as bandas de rock começaram a fazer sucesso. O baixo elétrico é muito usado em pop, jazz, rock, metal e funk. Sempre soa uma oitava abaixo das notas apresentadas na pauta. Ele precisa estar conectado a um amplificador para fazer sons. Desde os anos 50, ele substituiu o contrabaixo como o instrumento da seção rítmica. Quem tocar o baixo estabelece o campo harmônico e marca o tempo ou pulso rítmico.
Atualmente ele é usado como instrumento de acompanhamento ou como instrumento de solo na maioria dos estilos de música popular do mundo. Sua amplificação é produzida por meio de captadores eletromagnéticos e não com um tampo.


O que os torna tão similares?

Basicamente os nomes e o fato de produzirem um som grave, além de ambos serem responsáveis por estabelecerem o campo harmônico da música e marcar o tempo ou pulso rítmico.


Principais diferenças

Agora que você conhece o estilo dos dois instrumentos, vamos resumir aqui as principais diferenças:

  • Contrabaixo não requer amplificação;
  • Baixo elétrico necessita de amplificação;
  • Contrabaixo é mais usado na música clássica ou em grupos de jazz;
  • O baixo elétrico é mais usado em bandas dos mais diversos gêneros;
  • O braço do contrabaixo é mais suave;
  • O braço do baixo elétrico tem trastes como o violão;
  • O contrabaixo é sintonizado por quartas e é mais grave do que o baixo.

Com essas dicas, fica muito mais fácil entender a diferença entre os dois instrumentos, muito embora sejam bem parecidos.

Aqui no INFOMUC temos aula de baixo elétrico. Nossos professores estão prontos para ensinar você todos os truques deste instrumento, fazendo que você domine totalmente todas as técnicas referentes ele. Agende uma aula experimental gratuita e venha estudar conosco!

AULA DE CANTO LÍRICO OU AULA DE CANTO POPULAR?

E agora? Faço aulas de canto lírico ou popular?
Aula de canto lírico ou popular? Por onde devo começar? Essa é uma das perguntas mais comuns que nossas consultoras do INFOMUC ouvem, quando falam com que que deseja estudar canto. É fácil identificar e distinguir as diferenças entre um cantor lírico e um cantor popular quando ouvimos alguém cantar. No entanto quando alguém decide ter aula de canto, é normal surgir dúvidas sobre canto erudito e canto popular. Existem pessoas que já sabem qual seria o melhor caminho para elas e chegam na escola sabendo se querem o lírico ou o popular. Por outro lado existem pessoas que tem outras preferências. Esses por exemplo, querem aprender canto lírico mesmo querendo trilhar o caminho do canto popular, achando que o trabalho erudito possa lhe dar mais opções no cenário pop. Por isso o Infomúsica trouxe para você alguns pontos que dever ser considerados na hora de escolher entre fazer aula de canto lírico ou canto popular. Confira!


Classificação vocal

  • Lírico: É o primeiro passo para se construir um repertório. Existem músicas escritas para cada tipo de voz, e esta intenção do autor tem que ser respeitada. Por isso a música depende muito da sua classificação vocal (tenor, soprano, barítono, etc.)
  • Popular: No canto popular existe a possibilidade da variação de tons. Além disso, escolha do repertório é feita pelo gosto pessoal, e a tonalidade da peça é modificada para se adequar à tessitura do cantor. A classificação perde importância. O que conta é mostrar uma voz interessante, pessoal, marcante, que o ouvinte possa identificar.


Intensidade

  • Lírico: O Cantor lírico precisa de grande volume ou potência vocal. Via de regra ele não usa microfone e a sua voz deve alcançar toda a plateia mesmo cantando junto com uma orquestra inteira. A aula de canto lírico trabalha bastante a intensidade e a impostação de voz;
  • Popular: Para o canto popular não há a necessidade de tanta potência vocal. O cantor popular geralmente faz uso do microfone. Com isso a emissão da voz fica no nível da fala de forma natural. O cantor regula o volume através da sua emissão vocal e também através do equipamento (microfone).


Qualidade vocal

  • Lírico: Existem padrões já estabelecidos que devem ser respeitados, de acordo com cada tipo de voz. É como se neste caso o cantor é quem deve se adequar a música e não ao contrário;
  • Popular: O conceito de “boa voz” é mais flexível. No canto popular valoriza-se um estilo pessoal, uma voz que se identifique, uma “marca”. Aqui é a música que se adequa ao cantor que pode mudar de tom e de andamento, além de improvisar.


Extensão

  • Lírico: As composições para canto lírico via de regra têm grande extensão, e tendem a explorar as regiões extremas das vozes. Por isso o cantor deve ser virtuoso, e incrivelmente técnico, usando todos os seus recursos.
  • Popular: Nem sempre é necessária uma grande extensão vocal. Entre as cantoras, parece haver certa tendência a rejeitar os agudos (principalmente no registro de cabeça) e valorizar a voz grave; uso da voz “mista” (mistura as ressonâncias de cabeça e peito).


Articulação e dicção

  • Lírico: O cantor lírico precisa seguir as regras da música. Ele serve tanto a ela que em muitos casos a pronúncia artificial é difícil de entender. Ele pode até distorcer um fonema em favor da melhor emissão musical.
  • Popular: Este é um caso inverso: A letra tem primazia e deve ser dita como na fala, com clareza, naturalidade e sem distorções na pronúncia, para que seja compreendida imediatamente.


Liberdade, Criatividade, Improvisação

  • Lírico: Precisa ser fiel à intenção original do autor, respeitando todas as indicações da partitura, como tonalidade, melodia, ornamentos, dinâmica etc. O cantor não pode improvisar.
  • Popular: Procura a novidade, o surpreendente, a releitura; espera-se sempre ouvir uma versão diferente da que já foi feita. É desejável que o cantor coloque na canção a sua “marca”, criando variações rítmicas e melódicas.


Conclusão

São poucos os cantores que conseguem transitar entre os estilos de uma forma eficiente. Muitos dos que tentam migrar acabam soando totalmente fora de contexto. Portanto, se você quer cantar ópera, faça aula de canto lírico. Se você quer cantar qualquer estilo de música popular, faça aula de canto popular pensando na especificidade de cada estilo. Mas se você quer cantar lírico e popular sua dedicação deverá ser dobrada, você terá que estudar as duas formas, e não apenas uma e cantar a outra do mesmo jeito, é isso que deixa o som deslocado no contexto.

AQUECIMENTO VOCAL: POR QUE ELE É TÃO IMPORTANTE?

A Importância do aquecimento vocal
Aquecimento vocal é uma das coisas mais importantes na vida do cantor. Dominar esta técnica vocal é fundamental para todos os cantores, sejam iniciantes ou profissionais.

A voz é o resultado da ação de diversos músculos do nosso corpo. Ela não acontece do nada. Assim como os atletas precisam aquecer a musculatura antes de disputar qualquer competição, o cantor também precisa aquecer a musculatura que faz a voz funcionar.

Quando a musculatura não está preparada, você corre o risco de ter problemas sérios nas suas pregas vocais. A anatomia da laringe, que contém as Pregas Vocais (ou Cordas Vocais), é composta por músculos que devem ser alongados e aquecidos antes do uso. Desta forma, os músculos laríngeos receberão os nutrientes essenciais para trabalhar melhor. Por isso, o ato de aquecer a voz é fundamental para que o profissional consiga cantar, declamar e falar por mais tempo.


Objetivos do aquecimento vocal

  • Mobilizar Pregas Vocais para estimular a irrigação sanguínea na região;
  • Ampliar articulação da boca a fim de favorecer a projeção da voz;
  • Instalar padrão respiratório que forneça apoio para sustentação de notas musicais;
  • Atenuar sobrecarga das Pregas Vocais através da ativação adequada de outras estruturas torácicas e faciais;
  • Elevar tempo máximo fonatório para que haja maior resistência vocal.
Se o seu desejo é realmente cantar como um profissional, é imprescindível cuidar da sua voz. Ela será seu “instrumento de trabalho”.


Quem são os profissionais habilitados para trabalhar o seu aquecimento vocal?

São dois os profissionais que podem ajudar você a ter um aquecimento vocal de qualidade: o fonoaudiólogo e o professor de canto.
O fonoaudiólogo é um profissional de Saúde que a grosso modo trata da voz de um modo clínico. Ele tem a habilidade para habilitar e reabilitar a sua voz. Por isso, ele também pode realizar com você um trabalho de aquecimento vocal. No entanto seu trabalho se resume a uma atuação mais clínica do que propriamente cênica ou artística.
Por outro lado, o professor de canto profissional é habilitado para trabalhar a sua voz em prol da música. Ele também tem a habilidade de trabalhar com eficiência e eficácia a sua voz em todas as etapas, incluindo o aquecimento e o desaquecimento vocal. Cabe a ele escolher os melhores exercícios e ensinar você a fazê-los de forma constante.


Quais os riscos de não fazer um aquecimento vocal ou fazê-lo de forma errada?

O grande problema de não fazer um aquecimento adequado antes de cantar é de você forçar demais a musculatura do aparelho fonador (inclusive as cordas vocais). Com isso você pode ter problemas cordas vocais como rouquidões constantes, nódulos, cistos, hemorragias e laringites. Por isso antes da sua apresentação, reserve uns vinte minutos para aquecer a sua voz (com os exercícios indicados pelo professor). Depois da apresentação reserve uns minutos para desaquecer a voz e ficar em silêncio. Assim as cordas vocais podem descansar e você poderá voltar a conversr normalmente.
Se você nunca fez aula de canto ou de técnica vocal e deseja estudar com professores habilitados, venha para o INFOMUC. Aqui temos tudo que você precisa para transformar você em um cantor(a) de verdade. Agende uma aula experimental gratuita no curso de Canto Popular ou Lírico ou no Curso de Técnica Vocal. Venha cantar conosco!

APRENDER A TOCAR VIOLÃO: O QUE DE FATO É NECESSÁRIO?

Para aprender a tocar violão, são necessárias três coisas: paciência, persistência e constância.
Quando eu comecei a aprender a tocar violão, ouvi uma frase que nunca esqueci: “Um violão é uma segunda namorada. Trate-o com carinho e esteja sempre com ele”. Quando alguém me pergunta o que seria necessário para aprender a tocar violão, eu sempre digo que são necessárias três coisas: paciência, persistência e constância.
Quem disser que você vai aprender a tocar violão da noite para o dia estará mentindo para você. Existem fatores que podem ou não acelerar o seu desenvolvimento e aprendizado com o instrumento. Um exemplo desses fatores são o professor com quem você estuda, o instrumento que você utiliza e o tempo e a frequência com que você estuda. Mas mesmo assim é preciso ter paciência com o seu ritmo de aprendizado. É importante também ser persistente com os exercícios e constante (de estudar sempre). É necessário praticar todos os dias pelo menos de 40 minutos a 1h30 (óbvio que isso vai do seu tempo e disponibilidade).


Mas o que eu devo estudar?

Bom esta resposta depende de muitos fatores. Você estuda em uma escola ou tenta aprender sozinho? Deseja estudar violão clássico ou popular? Tem algum conhecimento musical ou não? Eu particularmente defendo a ideia que todo mundo que queira aprender a tocar violão (ou seja, um iniciante), procure uma escola ou até mesmo um professor de música. Se você tem uma certa experiência e um certo domínio do instrumento, até é possível que você possa estudar sozinho. Mas o inciante precisa realmente de um bom professor. E por que?
Quando você aprende sozinho, você desenvolve alguns vícios que posteriormente te impedirão de avançar no domínio do instrumento, além de comprometer a sua virtuose. Já o professor te ajudará a começar do jeito certo. No começo, a pessoa que aprende sozinha pode até tocar a primeira música mais rápido. Porém em um determinado período do aprendizado esse aluno “autodidata” vai parar de avançar. Isso acontece por que ele não aprendeu as técnicas certas. Já o aluno que tem um professor vai avançar gradualmente e sempre. O professor além de ministrar os exercícios, observará seu rendimento, corrigindo erros e vícios antes que você se acostume com eles.
Se você deseja estudar sozinho, realmente não sei o lhe dizer o que seria melhor. E nem digo isso por mal. É por que realmente não tenho como saber o que você já aprendeu ou o que deseja aprender. Mas se você é iniciante e opta por uma escola como o INFOMUC, a dica é estudar tudo que o professor mandar. E mesmo se você em um determinado momento achar o exercício entediante ou sem sentido, continue estudando. No momento certo o professor vai lhe mostrar não apenas os avanços, mas o sentido de todo aquilo que ele ensinou. E você avançará bem mais rápido no estudo do seu instrumento do que resolvesse aprender por revistinhas ou por métodos de internet.
Quer fazer uma experiência interessante? Por que você não marca uma aula experimental de violão clássico ou popular aqui no INFOMUC? Temos professores preparados e habilitados para ensinar a você todos segredos do instrumento. Que tal a ideia?

MÚSICA PARA CRIANÇAS ANTES DOS SETE ANOS PODE AJUDAR EM SEU DESENVOLVIMENTO CEREBRAL

Música antes dos sete anos de idade ajuda no desenvolvimento cerebral
Aulas de música para crianças é possível a partir de quantos anos? Está é uma pergunta que muitos pais nos fazem. E a nossa resposta é categórica: quanto antes melhor! Recentemente uma pesquisa realizada na Universidade de Concórdia, no Canadá afirmou que o contato da criança com a música desde a primeira infância pode ajudar em seu desenvolvimento cerebral. Assim, pesquisa corrobora o que os professores e educadores musicais já diziam: Aulas de música para crianças é algo fantástico. Ainda mais agora que existe um estudo que sustenta essa informação. Segundo os dados, pessoas que começaram a estudar música antes dos 7 anos apresentam mais conexões neurais na idade adulta do que quem começou a estudar música depois dessa idade.
Para fazer a pesquisa, os cientistas montaram três grupos:
  • Grupo 1 – Músicos profissionais que começaram a tocar com menos de sete anos;
  • Grupo 2 – Músicos profissionais que começaram a tocar com mais de sete anos;
  • Grupo 3 – Pessoas que nunca aprenderam nenhum instrumento.
Usando aparelhos específicos, os pesquisadores mediram a resposta cerebral de cada um dos participantes. O objetivo era descobrir se existia algum tipo de conexão no cérebro que só poderia ser feita em determinada idade. Eles notaram que os adultos que haviam começado a estudar música mais cedo tinham mais conexões entre as áreas motoras do lado esquerdo e do lado direito do cérebro. Já aqueles que não eram músicos e os músicos que haviam começado seus estudos mais tarde, não havia diferença. Para os especialistas, isso confirmou a hipótese inicial. Vale lembrar que o estudo não estava avaliando a qualidade musical dos participantes, mas sim estudando sua estrutura cerebral.


O RESULTADO FAZ MUITO SENTIDO, AFIRMA ESPECIALISTA

Para o neuropediatra Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os resultados da pesquisa fazem muito sentido. O cérebro realmente tem os chamados “períodos sensíveis” e segundo o doutor, certas conexões só podem ser construídas nesses momentos. Isso acontece em relação não só com habilidades motoras, mas com a linguagem, audição e visão. Por isso vale muito a pena investir em aulas de música para crianças.
O estudo ainda está longe de terminar. Embora diversos estudos estejam em andamento, todos eles apontam para uma verdade: “Um dos motivos para que a música traga tantos benefícios à criança é que ela trabalha múltiplas habilidades, estimulando a parte motora, a audição, o raciocínio, as noções de proporção e ritmo, as emoções, a sensibilidade e, assim faz com que várias áreas do cérebro funcionem simultaneamente”.
Portanto se depois de ler sobre esse estudo você ainda tiver dúvidas, gostaríamos de fazer um convite para você: Traga seu filho para o INFOMUC para que ele faça uma aula experimental gratuita. E traga mesmo que ele não apresente desejos para aprender um instrumento específico (como piano, violino ou percussão). Aqui ele pode fazer aulas de musicalização infantil, para ter um contato mais direto com a música e começar a despertar sua atenção para ela. Nossos professores são especializados e farão com que seu filho seja introduzido no universo musical da melhor forma possível.

CORDAS DE VIOLÃO: COMO ESCOLHER A CORDA CERTA?

Como escolher as cordas do violão?


Trocar as cordas de violão não é uma tarefa tão difícil assim. Porém escolher a corda certa para o seu instrumento pode ser uma tarefa complicada. É preciso entender uma máxima: cada violão precisa de um determinado tipo de corda. Você não pode simplesmente pegar um encordoamento e sair trocando simplesmente por que seus dedos doem. Por que assim, você pode prejudicar o seu violão. Então para ajudar você, o Blog do Infomuc preparou um dossiê com algumas informações para você usar na hora de escolher o melhor encordoamento para o seu instrumento.


AS CORDAS DO VIOLÃO DEPENDEM DE QUE AFINAL?

Quando um violão é feito, ele já tem uma predefinição: ou será de cordas de aço ou de nylon. Cada violão é projetado para a tensão de um determinado tipo de corda. Se você usa corda de nylon em um violão feito para cordas de aço, dificilmente irá extrair o som adequado para ele. Além do mais, existe a possibilidade de você danificar seu instrumento. Por isso é importante ter essas informações ainda na loja, quando você comprar o seu violão. Do contrário, é interessante levar seu instrumento a um luthier para que ele lhe indique o melhor encordoamento para ele.


QUAL O CALIBRE EU DEVO ESCOLHER?

Aqui é onde as coisas ficam complicadas. As cordas do violão (seja aço ou nylon) tem uma grande variedade de calibres. Cordas com uma calibre mais pesado, em geral tem mais tensão um som mais bonito, porém exigem mais do violonista. Esse calibre se reflete no diâmetro da corda.

Normalmente, as cordas de diâmetros mais leves ou finos são mais fáceis de tocar, mas podem quebrar mais facilmente. As cordas com o diâmetro mais pesado podem ter um som mais completo, mais altas e são mais difíceis de quebrar. Em contrapartida, são mais difíceis de tocar. Aqui está uma visão geral dos conjuntos de cordas:

  • Extra light: .010 .014 .023 .030 .039 .047
  • Custom light: .011 .015 .023 .032 .042 .052
  • Light: .012 .016 .025 .032 .042 .054
  • Medium: .013 .017 .026 .035 .045 .056
  • Heavy: .014 .018 .027 .039 .049 .059


Então, como você sabe qual calibre irá ser o certo para você você? Aqui estão algumas dicas para ajudar você.


TAMANHO DO VIOLÃO –  Seu violão é daqueles maiores (chamados jumbo) ou é um violão de porte normal? Normalmente, um violão de de corpo menor responderá melhor com cordas de calibre mais leves. Se o seu violão é grande, cordas com um calibre maior terão um efeito melhor.


TONS MAIS GRAVES OU AGUDOS – Cordas mais pesadas tendem a enfatizar os tons mais graves do violão. Por sua vez, as cordas mais claras são mais agudas e doces.


ESTILO DE TOCAR –  Na hora de tocar, você toca com os dedos, ou prefere palheta? Normalmente, as cordas mais leves são mais fáceis de tocar com os dedos (violão clássico por exemplo). Se você gosta mais de pop ou rock, você vai querer cordas mais pesadas. Se você tocar os dois, experimente um conjunto médio, que tenha uma pontuação mais pesada nas primeiras cordas e mais clara nas cordas de baixo.


A IDADE DO INSTRUMENTO – Se você tem um instrumento vintage, tenha cuidado ao colocar cordas mais pesadas sobre ele. As cordas mais pesadas pedem uma tensão maior, e por isso e podem quebrá-lo.


QUAL MATERIAL ESCOLHER?

Há quem pense que uma corda é apenas uma corda. Mas quem pensa assim, pensa errado! Existem vários tipos de materiais para a fabricação de cordas. O material com o qual a corda é confeccionada, pode afetar sua sonoridade e a sua durabilidade.

  • Bronze: Apesar do nome, as cordas de bronze são confeccionadas com 80% de cobre e 20% de zinco e são usadas para todos os estilos. Com um tom de toque claro e brilhante, essas cordas podem envelhecer rapidamente devido à tendência do bronze de oxidar.
  • Bronze de fósforo: São as mesmas “cordas de bronze”, só que com o fósforo adicionado. É uma corda brilhante, porém é mais quente e mais escura que as cordas de bronze. O fósforo amplia a vida dessas cordas.
  • Latão: uma corda de som brilhante e metálica.
  • Cordas de seda e aço: produzem um som macio e suave. Eles oferecem menos tensão, e por isso são boas para violões vintage que exigem cordas especiais. Elas tem uma sonoridade menor e são menos duráveis,porém são mais fáceis de tocar.


E AS CORDAS DE NYLON?

As cordas de violão clássicos (ou cordas de nylon) também são feitas em diferentes tensões. Estas geralmente consistem em baixa tensão também referida como tensão moderada ou leve, normal ou média, e tensão rígida ou alta. A tensão baixa ou leve é mais fácil de tocar, mas você pode obter um pouco de zumbido. Experimente alguns e veja o que lhe é melhor.


MATERIAIS

Sobre o material para as cordas de violão de nylon, é importante frisar: estas podem ser feitas com nylon transparente ou retificado. As cordas agudas também são feitas de fibra de carbono. As cordas do baixo são principalmente feitas de fio de bronze ou fio de cobre banhado a prata enrolado em torno de um núcleo de fios finos.


REVESTIMENTOS E TRATAMENTOS

Atualmente, a tecnologia de cordas progrediu muito. Hoje as empresas oferecem cordas muito mais duráveis do que há tempos atrás. As cordas revestidas podem são menos brilhantes. Mas eles podem durar três ou quatro vezes mais. Você também pode encontrar cordas que foram criogenicamente congeladas, o que parece prolongar a vida sem diminuir o tom ou sustentar.


COM QUAL REGULARIDADE VOCÊ DEVE TROCAR A CORDA?

Provavelmente mais do que você tem trocado! O som que um violão tem com novas cordas é realmente diferente! Se você estiver tocando muito regularmente, você pode querer mudar a cada semana. Se você for um tocador ocasional, experimente uma vez a cada dois meses. Se você limpar seu violão e lavar as mãos antes de tocar, suas cordas podem durar um pouco mais.


CONTINUE TESTANDO!

Eu sei que é confortável ficar com as mesmas cordas. Porém é bom alternar sempre as cordas que você coloca em seu violão, especialmente se você não tem feito muito isso. Existem algumas opções de cordas novas realmente excelentes que você deve verificar. Faça o teste e descubra que cordas poderão atender melhor você.

TÉCNICA VOCAL: CINCO DICAS PARA SUA VOZ SOAR MELHOR

Homem cantando com um microfone na mão

Técnica vocal. Quando se fala sobre esse assunto, um dos nomes mais respeitados do mundo é o de Cari Cole. Ela é uma das maiores professoras de canto dos Estados Unidos. Recentemente ela em seu blog falou sobre o assunto, deixando cinco dicas importantes para seus leitores. E nós do INFOMUC trouxemos essas dicas de técnica vocal para você que estuda canto ou deseja estudar um dia.

Segundo ela, a voz é um instrumento dentro do seu corpo, e você tem de aprender a usar. É uma coisa muito “física” quando você vai ver de perto. Por isso, para ter uma voz forte e para ter consistência vocal, é preciso trabalhar algumas técnicas. E segundo ela, há alguns métodos bem simples que você pode usar agora mesmo para extrair um ótimo som do seu instrumento vocal. A verdade é que a maioria dos cantores, mesmo os profissionais, não fazem essas coisas, a não ser que sejam treinados. Por isso trouxemos essas dicas para você. Confira!


1ª Dica de técnica vocal: O Conserto instantâneo

Esse é um truque rápido que os profissionais com uma boa técnica vocal usam para fazer sua voz soar melhor imediatamente. Cari chama de “conserto instantâneo”. Diga  A-E-I-O-U (e olhe o movimento da sua mandíbula no espelho). Sua mandíbula fechou em alguma das vogais?  Então é provável que tenha fechado nas letras “I” e “U” – e mais provavelmente nas outras também, se não em todas elas.

Pegue seu dedo indicador e médio e abaixe sua mandíbula uns quatro centímetros – ou, melhor ainda, use a tampa de plástico de uma garrafa de refrigerante ou uma rolha para deixar a boca aberta. Agora fale todas as vogais de novo. E repita mais uma vez (estamos tentando mudar a memória do seu músculo, então quanto mais vezes fizer, melhor). Agora cante as vogais em um tom. Cante A-E-I-O-U.

Sua meta é deixa a mandíbula aberta (com a boca alta, e não ampla) sem fechá-la para todas as vogais. Por isso repita quantas vezes puder. Você pode treinar isso por meia hora todos os dias por exemplo.

Agora cante a frase de uma das músicas músicas do seu repertório. E certifique-se que sua boca se abre na mesma dimensão em todas as vogais. Isso não é muito fácil! Por isso você tem que treinar isso bastante antes de ficar natural. Inclusive quanto mais fizer isso, mais rápido fará parte da sua memória muscular.

Você pode ser um dos sortudos que nota a melhora do som já na hora (ficará mais alto e mais potente, com menos reverberação). Se você ainda não sentiu, vai sentir.  Só é preciso um pouco de treino. Você pode estar tensionando sem querer seu pescoço, sua mandíbula ou os músculos da sua garganta – tente relaxá-los e repita de novo.  Da próxima vez que for se apresentar, abra mais sua boca nas vogais, essa é uma das minhas dicas que fazem sua voz melhorar na hora!




Assista uma aula de Cari Cole (Em Ingles), onde ela fala da primeira dica!





2ª Dica de técnica vocal: Pese nas notas altas


Quando você for cantar em escala, pense em como um elevador funciona. Imagine por exemplo que é um peso bem pesado ligado a uma polia, e quando esse peso desce, o elevador sobe para os andares superiores. Por isso o andar mais alto é alcançado quando o peso está no chão. Por isso, você deve usar mais peso (força) nas notas mais altas.


3ª Dica de técnica vocal: Mais poder sem distorção

Quem não quer mais potência sem distorção? Esta é uma daquelas técnicas vocais que é fácil de fazer. Inclusive é mais fácil do que as acima. Por que tudo o que você precisa fazer é deixar seu queixo levemente abaixado e seus músculos peitorais levemente flexionados (às vezes muito flexionados) quando quer cantar com mais potência. Fique na frente do bom e velho espelho. Cante uma escala de “A” , de cima a baixo em uma frase (1-2-3-4-3-2-1).

Coloque seu queixo um pouquinho para dentro (mire ele para o chão), É coisa de dois centímetros ou três. Não deixe sua cabeça ir para cima quando for fazendo notas mais altas – mantenha a cabeça firme no lugar. Vá até o ponto mais alto da escala com a sua voz,  mantendo a posição. Agora note como o queixo quer ir para cima quando você vai para notas mais altas. Mas não deixe ele solto: ao contrário mantenha ele plantado. Isso vai te dar mais potência e volume, além de diminuir a distorção. Treine até que vire uma coisa natural!


4ª Dica de técnica vocal: Para o Vibrato

Para seu vibrato funcionar, aqui vai uma superdica: Fique em frente ao espelho, aperte o peitoral com as duas mãos,  e levante o peitoral para uma posição mais alta do que o normal. Inspire fundo e solte a respiração, mas sem deixar o peito cair. Cante uma nota e mantenha o peito alto pelo máximo de tempo que conseguir. Comece a apertar o peitoral no meio da nota (pressione com força e faça força com o peito contra sua mão). Relaxe a parte de trás do pescoço e mantenha a boca bem aberta quando cantar “ahhh.” Imagine o ar rodopiando na sua boca enquanto mantém o queixo ligeiramente para baixo e o peito para cima.  E lembre-se que usar muito vibrato não é muito bom para canções contemporâneas (pop, rock e R&B). Mas ao mesmo tempo, não ter nenhum vibrato é ruim. Então, tente acabar as frases com um tom sem vibração, e coloque só um pouco de vibrato. A moral da história é: faça o que funcionar para você.


5ª Dica de técnica vocal: Trabalhe os tons médios

Um bom tom vocal não é conseguido só cantando alto. Na verdade, um bom tom vocal  é conseguido cantando em volume médio. Um tom bom aparece quando as cordas vocais estão bem fechadas, mas não se encostam. Por isso, liberar muito ar cria um tom “suspirante”. E liberar pouco ar dá um som anasalado. A não ser claro, que você queira suspirante ou anasalado como sons de estilo, é melhor se equilibrar entre esses dois tons. Por isso é sempre importante ter fones de ouvido. Eles fazem com que você ouça sua voz com mais precisão, e se permita se escutar e achar o lugar entre esses tons.



E ai curtiu as dicas ou não entendeu nada? Bom, seja qual for a sua resposta, é importante lembrar que todo exercício vocal (sobretudo quando se está iniciando, ou nem iniciou o estudo de música) deve ser feito com o acompanhamento vocal de um professor de canto, sob o risco de você machucar suas cordas vocais. Por isso é que aqui na INFOMUC temos grandes professores. E eles podem ajudar você a desenvolver seu talento sem que haja problemas. Por isso, agende uma aula experimental  de técnica vocal e venha nos conhecer!

FLAUTA TRANSVERSAL: CONHEÇA SUA HISTÓRIA

Moça tocando uma flauta transversal


A Flauta Transversal é um dos instrumentos de sopro mais antigos que existe. E mesmo sendo um instrumento antigo, nunca deixou de ter admiradores por todo mundo. Existem diversos tipos de flautas, e uma das mais conhecidas de todos é a flauta transversal. Gostaria de entrar no mundo das flautas transversais e saber mais sobre elas? Então continue a leitura, por que você vai encontrar tudo sobre elas aqui!


A ORIGEM DA FLAUTA TRANSVERSAL

A flautas transversais estão presentes na história. E isso não é difícil de perceber: Nas pinturas rupestres de muitos povos antigos, é possível encontrá-las. As flautas transversais mais antigas de que se tem notícia, foram encontradas por volta de 35 a 40 mil anos atrás, na região dos Alpes Suábios (Alemanha). Essas, são foram feitas de ossos de animais ou humanos e tinham apenas um orifício. Depois dessas informações podemos concluir que este instrumento acompanhou a evolução humana ao longo do tempo.


A FAMÍLIA DAS FLAUTAS TRANSVERSAIS

Existem vários tipos de flautas transversais, no entanto, a grade maioria das pessoas conhece apenas um desses tipos. Esse modelo “mais conhecido” foi desenvolvido em 1847 pelo flautista alemão Theobald Boehm. No entanto, dentro da família das flautas transversais, encontramos diversos tipos de flautas, que vão desde instrumentos que produzem sons mais agudos até flautas que produzem um som mais grave. Vejam os tipos:

Flautim ou Piccolo: é o menor modelo da família das flautas transversais. Inclusive ele é caracterizado por seu som mais agudo.

Flauta em Dó: também conhecida como flauta de concerto. Certamente é a mais popular da família. E provavelmente é a que você conhece. É muito encontrada em bandas militares, orquestras sinfônicas, músicas populares e outros.

Flauta em Sol: conhecida como flauta de harmonia. Ela é muito utilizada em conjuntos de flautas (trios, quartetos e orquestras) para reforçar os graves. Por isso tem esse nome.

Flauta Baixo: traz um som aveludado e mais encorpado. Seu uso é mais frequente em orquestras e corais de flautas, e no acompanhamento de bandas e cantores. Também é usada por solistas de música erudita e popular. Mas mesmo com um belíssimo som, não é tão encontrada. Por isso o músico que a domina geralmente é bastante solicitado para eventos.

Flauta Contrabaixo: assim como a flauta baixo, possui timbre aveludado e encorpado e geralmente para o mesmo propósito, mas também pode ser encontrada em algumas orquestras.

Flautas com Cabeça Torcida: são geralmente usadas para facilitar o alcance em flautas que têm o corpo mais extenso. É bastante utilizada por crianças, mas também por músicos em modelos como a flauta baixo.

Além destes, ainda encontramos modelos bem maiores de flautas transversais, conhecidas por subcontrabaixos, que produzem sons mais graves e encorpados.


Escute a beleza de um coro de Flautas interpretando a canção tema de Star Wars!




COMPONENTES DA FLAUTA TRANSVERSAL

A flauta transversal é composta por três partes: bocal, corpo e pé. Mas vamos falar de cada parte agora ok?

BOCAL (OU CABEÇA): É a parte da flauta onde o músico sopra para produzir o som do instrumento. É nesse componente que encontramos o orifício (por onde entra o ar soprado) e o porta-lábios (local em que o flautista apoia seu lábio inferior).

CORPO: No corpo da flauta é onde ficam a maioria das chaves, que são responsáveis por produzir as diferentes notas de uma música.

PÉ: O pé da flauta é o menor componente entre os três. É nessa parte que ficam as chaves que produzem os sons mais graves.


PRINCIPAIS MATERIAIS DE FABRICAÇÃO

As flautas transversais, antigamente, eram fabricadas em madeira e por isso ainda são classificadas, pelas orquestras, como um instrumento pertencente ao grupo deste material. Inclusive a flauta madeira ainda é a preferida de alguns músicos que preferem a sonoridade que esse material proporciona ao instrumento.

Porém os modelos mais comuns da flauta transversal são feitos em níquel (podem ser banhadas em prata) e, por isso, possuem um custo mais baixo. Encontra-se, também, flautas fabricadas totalmente em prata e algumas até mesmo em ouro, o que eleva os custos mas também a durabilidade do instrumento.


Curiosidade! Acredita-se que a flauta mais cara fabricada no mundo até hoje seja uma Powell, feita totalmente em
platina pura. Esse instrumento pertenceu ao famoso flautista americano William Kincaid (1895-1967). 



Mas quanto às marcas, há vários fabricantes de flautas transversais conhecidos no mercado. Inclusive por isso, os preços costumam variar muito conforme o material ou pelo renome da marca em si. Muitas dessas marcas se consagraram, além da qualidade, por terem sido a escolha de flautistas famosos na história da música.


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