Origem do Piano: Sua história e particularidades

Sabe qual é a origem do piano?

A origem do piano é creditada ao inventor italiano Bartolomeu Cristofori, por volta de 1700. Mas o que muita gente não sabe é que o piano surgiu a partir de um outro instrumento: o cravo. Se você gosta de conhecer a história dos instrumentos, vale a pena ler esse texto.

O cravo é um instrumento não muito conhecido nos dias de hoje, mas era bastante comum no século XVIII. Ele é parecido com o piano e quem vê de longe talvez ache que tudo é o mesmo instrumento.

Na verdade, a grande diferença está na caixa de ressonância. No cravo original as cordas musicais são “beliscadas” por bicos de penas. Já no piano, as cordas são tocadas por uma peça chamada martelo que se afasta das cordas depois de tocadas. Com isso, o piano emite sons suaves e fortes a depender da intensidade que o músico aperta a tecla. O cravo por sua vez não tem essa característica: todas as notas possuem a mesma intensidade.

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Cravo Alemão | Fonte: www.imagens.usp.br

Da origem do piano até os dias de hoje

Apesar da origem do piano ter sido creditada a Cristofori, o modelo criado por precisou ser muito aperfeiçoado. Em 1776, o francês Marius mostra à Academia das Ciências um instrumento similar. Já em 1721, o alemão Schroeter mostra também um instrumento bem parecido, sendo aperfeiçoado em seguida por Silbermann.

A partir de 1783 o instrumento sofreu uma grande evolução: A criação do o pedal surdina e o pedal direito. Outro avanço se deu em 1821, com o francês Sébastien Erhard, que tornou possível o toque de uma tecla repetidamente. Depois disso, o instrumento foi aperfeiçoado a ponto de se tornar já no século XX um dos instrumentos mais tocados no mundo.

Quase todos os pianos modernos possuem 88 teclas, enquanto os antigos possuíam 84. As brancas são as notas naturais (dó, ré, mi, fá, sol, lá e si). Já as teclas pretas representam os acidentes, como os sustenidos e os bemóis.

Os pedais do Piano

Todos os pianos possuem dois pedais (alguns três), com funções perfeitamente diferenciadas.

O mais importante é o pedal direito. Ele tem duas funções: levantar os abafadores para permitir que a corda continue vibrando independentemente da ação dos dedos sobre a tecla e gerar efeitos diferenciados no som. Isso acontece por que ao levantar os abafadores, ele libera a possibilidade da vibração espontânea das cordas correspondentes.

O pedal esquerdo tem por efeito atenuar, diminuir a quantidade e o brilho da sonoridade mediante uma operação.

O terceiro pedal (o do meio), é chamado de pedal sustenido. Foi uma inovação de Steinway, que consistia em isolar determinada nota ou grupo de notas (em geral nos graves), que ficam a soar enquanto sobre ela se podiam fazer ouvir harmonias que lhe eram estranhas, contudo, a inovação foi abandonada pelos fabricantes, com da Steinway.

Chanel Wang tocando Chopin Nocturne Nº 20 em Dó Menor

A primeiras partituras do piano

Da origem do piano até a sua afirmação quanto instrumento, foram necessários anos de estudo técnica e aperfeiçoamento. Até que isso de fato ocorresse, as músicas tocadas no piano eram as mesmas que eram tocadas no cravo. Até então o cravo era o instrumento mais conhecido. A mudança só começou a acontecer com Clementi. Foi ele quem fez a primeira música, transcrita em partitura, exclusivamente para o piano.

Depois disso vieram outras. As primeiras sonatas de Beethoven são já inteiramente pianísticas e a sua execução inviável ao cravo. Com Schumann, Chopin e Liszt o piano se consolidou nas obras desses compositores.

Até então o instrumento já tinha alcançado popularidade e por isso, os melhores compositores passaram a olhar o instrumento por outro ângulo, criando diversas peças para o instrumento e tornando este um dos principais instrumentos do planeta.

Valentina Lisitsa interpreta a Rapsódia Húngara Nº 2 de Liszt

Depois de ler sobre a origem do piano, ficou com vontade de estudar o instrumento?

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FLAUTA TRANSVERSAL: CONHEÇA SUA HISTÓRIA

Moça tocando uma flauta transversal


A Flauta Transversal é um dos instrumentos de sopro mais antigos que existe. E mesmo sendo um instrumento antigo, nunca deixou de ter admiradores por todo mundo. Existem diversos tipos de flautas, e uma das mais conhecidas de todos é a flauta transversal. Gostaria de entrar no mundo das flautas transversais e saber mais sobre elas? Então continue a leitura, por que você vai encontrar tudo sobre elas aqui!


A ORIGEM DA FLAUTA TRANSVERSAL

A flautas transversais estão presentes na história. E isso não é difícil de perceber: Nas pinturas rupestres de muitos povos antigos, é possível encontrá-las. As flautas transversais mais antigas de que se tem notícia, foram encontradas por volta de 35 a 40 mil anos atrás, na região dos Alpes Suábios (Alemanha). Essas, são foram feitas de ossos de animais ou humanos e tinham apenas um orifício. Depois dessas informações podemos concluir que este instrumento acompanhou a evolução humana ao longo do tempo.


A FAMÍLIA DAS FLAUTAS TRANSVERSAIS

Existem vários tipos de flautas transversais, no entanto, a grade maioria das pessoas conhece apenas um desses tipos. Esse modelo “mais conhecido” foi desenvolvido em 1847 pelo flautista alemão Theobald Boehm. No entanto, dentro da família das flautas transversais, encontramos diversos tipos de flautas, que vão desde instrumentos que produzem sons mais agudos até flautas que produzem um som mais grave. Vejam os tipos:

Flautim ou Piccolo: é o menor modelo da família das flautas transversais. Inclusive ele é caracterizado por seu som mais agudo.

Flauta em Dó: também conhecida como flauta de concerto. Certamente é a mais popular da família. E provavelmente é a que você conhece. É muito encontrada em bandas militares, orquestras sinfônicas, músicas populares e outros.

Flauta em Sol: conhecida como flauta de harmonia. Ela é muito utilizada em conjuntos de flautas (trios, quartetos e orquestras) para reforçar os graves. Por isso tem esse nome.

Flauta Baixo: traz um som aveludado e mais encorpado. Seu uso é mais frequente em orquestras e corais de flautas, e no acompanhamento de bandas e cantores. Também é usada por solistas de música erudita e popular. Mas mesmo com um belíssimo som, não é tão encontrada. Por isso o músico que a domina geralmente é bastante solicitado para eventos.

Flauta Contrabaixo: assim como a flauta baixo, possui timbre aveludado e encorpado e geralmente para o mesmo propósito, mas também pode ser encontrada em algumas orquestras.

Flautas com Cabeça Torcida: são geralmente usadas para facilitar o alcance em flautas que têm o corpo mais extenso. É bastante utilizada por crianças, mas também por músicos em modelos como a flauta baixo.

Além destes, ainda encontramos modelos bem maiores de flautas transversais, conhecidas por subcontrabaixos, que produzem sons mais graves e encorpados.


Escute a beleza de um coro de Flautas interpretando a canção tema de Star Wars!




COMPONENTES DA FLAUTA TRANSVERSAL

A flauta transversal é composta por três partes: bocal, corpo e pé. Mas vamos falar de cada parte agora ok?

BOCAL (OU CABEÇA): É a parte da flauta onde o músico sopra para produzir o som do instrumento. É nesse componente que encontramos o orifício (por onde entra o ar soprado) e o porta-lábios (local em que o flautista apoia seu lábio inferior).

CORPO: No corpo da flauta é onde ficam a maioria das chaves, que são responsáveis por produzir as diferentes notas de uma música.

PÉ: O pé da flauta é o menor componente entre os três. É nessa parte que ficam as chaves que produzem os sons mais graves.


PRINCIPAIS MATERIAIS DE FABRICAÇÃO

As flautas transversais, antigamente, eram fabricadas em madeira e por isso ainda são classificadas, pelas orquestras, como um instrumento pertencente ao grupo deste material. Inclusive a flauta madeira ainda é a preferida de alguns músicos que preferem a sonoridade que esse material proporciona ao instrumento.

Porém os modelos mais comuns da flauta transversal são feitos em níquel (podem ser banhadas em prata) e, por isso, possuem um custo mais baixo. Encontra-se, também, flautas fabricadas totalmente em prata e algumas até mesmo em ouro, o que eleva os custos mas também a durabilidade do instrumento.


Curiosidade! Acredita-se que a flauta mais cara fabricada no mundo até hoje seja uma Powell, feita totalmente em
platina pura. Esse instrumento pertenceu ao famoso flautista americano William Kincaid (1895-1967). 



Mas quanto às marcas, há vários fabricantes de flautas transversais conhecidos no mercado. Inclusive por isso, os preços costumam variar muito conforme o material ou pelo renome da marca em si. Muitas dessas marcas se consagraram, além da qualidade, por terem sido a escolha de flautistas famosos na história da música.


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